terça-feira, 17 de julho de 2012

O Teatro, segundo Thomás Aquino



Ator e estudante de jornalismo, Thomás Antônio Rodrigues Aquino, 26, nasceu em Recife e iniciou no teatro profissional com 20 anos de idade. Ele, que na infância sempre teve fama de maluquinho e extrovertido, desde jovem já sabia do seu potencial artístico. Estreou com a peça “O Grande Circo Místico” em agosto de 2006. Em 2012, completa seis anos de carreira e já acumula três prêmios em seu currículo.



Quando você percebeu que realmente tinha talento para interpretar?
Quando eu comecei só sabia decorar texto. Fiz um curso pra melhorar minha atuação e senti a diferença logo depois em cena. Em 2006 nós fizemos a primeira temporada de “O Grande Circo Místico” e em 2007 eu recebi minha primeira crítica como ator onde disseram que um dos pontos mais marcantes da peça era a cena em que eu morria. Aquela era uma cena que eu odiava porque era um monólogo enorme e eu tinha medo de fazer. Disseram que meu personagem foi brilhantemente interpretado e a cena da morte era um dos pontos altos da peça. Eu fiquei muito feliz e a partir daí eu passei a pensar “poxa, eu tenho jeito pra isso”.

Como você via o teatro no início da sua carreira e hoje?
Quando eu entrei não sabia o que era teatro e hoje eu ainda não sei o que é. Mas hoje eu sei que é fundamental você ler. Teatro é estudo contínuo. E nós temos muitas escolas, do Ocidente ao Oriente. O teatro japonês é diferente do russo, que é diferente do francês, que é diferente do alemão, que é diferente do nosso. Se eu procuro ler sobre cada um deles, com certeza estou acumulando conhecimento pra mim. E isso é importante na minha formação artística. Em 2008, eu percebi, quando eu entrei em um projeto onde eu vi que eu precisava usar meu corpo e representar ao vivo o que não estava em mim, trazer características, dar vida a essas características e dar isso ao público. Esse trabalho foi o “Cordel Do Amor Sem Fim”, que está até hoje em cartaz e foi o que me abriu os olhos pra isso. No sentido de pesquisar referencias, porque nós trabalhávamos com teatro oriental, com os orixás, com a origem negra, com os elementos terra, fogo, água e vento. Eu precisei estudar tudo isso pra entender meu personagem e montá-lo. Hoje eu tenho consciência que eu preciso estudar e saber cada vez mais o que eu estou fazendo. Não quero que as pessoas me digam ”poxa, esse ator é demais!”, quero fazê-los sentir a emoção através de mim e da essência do texto.

Quanto dessa rotina consome você?
Muito. Quando eu comecei não, porque eu tinha outra perspectiva de teatro. Hoje não. O teatro me consome muito porque eu tenho um grupo de teatro e também sou um ator de “freela”, as companhias me chamam, me dão um papel e eu interpreto. Desde 2009 eu participo do grupo “Quadro de Cena”, e foi desde então que o teatro me consumiu mais. Porque quando você tem que dirigir um grupo você tem que ver os editais dos festivais para ver a possibilidade de incentivo do governo, assinar um projeto, lançar e tentar a sorte para que esse projeto seja aprovado. Porque são as leis de incentivo dos projetos daqui, não só os grupos de Recife, mas os grupos do nordeste inteiro. Não tenho final de semana nem hora pra trabalhar. Já deixei de ir a muitas festas de amigos, porque geralmente estamos em cartaz e os dias são sexta, sábado e domingo ou então temos reunião. Não bebo quando estou em temporada, pra poder cuidar mais da minha voz. Evito beber gelado, comer chocolate, queijo e faço nebulização em casa. O teatro me toma muito desde a minha entrada no grupo. Principalmente este ano, onde eu tenho cinco projetos aprovados. Eu estou em uma peça, preparando outra peça e montando um estudo de pesquisa que precisa estar pronto até o final do ano. Então eu tenho que dividir o tempo e conciliar com a faculdade. O que é difícil.

O que te levou a escolher jornalismo? Porque não Artes Cênicas?
Eu gosto muito de atuar, mas Artes Cênicas, em Recife, é muito mais voltado para o lado de licenciatura. Então eu prefiro fazer cursos e me especializar em uma área de atuação. Mas eu sempre me achei um cara comunicativo. Me formei com 18 e logo depois encontrei com uma amiga minha do colégio e ela me convidou pra trabalhar na rádio da mãe dela. Eu aceitei, fui e comecei a fazer um programa com ela. Me apaixonei por rádio. Resumindo: passei dois anos na rádio Capibaribe, em Cajueiro, logo depois saí porque a demanda do teatro aumentou e o ambiente me influenciava muito mais. Quando eu fiz vestibular, fiz para o curso de Rádio e TV, por causa da influência que eu havia tido. Mas na época não foi formada turma do curso, fui pra Jornalismo e fui ficando por ficar. Hoje, no 6º período, eu vejo que jornalismo é incrível. Porque você trabalha dando algo ao expectador, não muito diferente do teatro. O jornalista dá algo à sociedade, é um formador de opinião e eu gosto disso. Eu gosto de ajudar, meu instinto é esse.

Você tem três prêmios como ator. Você esperava?
O primeiro prêmio de teatro que eu ganhei, eu recebi em 2010 com “O Cordel do Amor Sem Fim” em um festival em Natal chamado “Festival Nacional de Potiguar”. Eu realmente não esperava porque eu não sabia que era um festival de competição entre os espetáculos e foi muito engraçado porque quando terminaram a peça me disseram pra ficar para assistir a cerimônia de entrega de prêmios. Ficamos eu e uma pessoa do grupo representando o “Cordel”. Quando chegamos lá comentaram que nosso grupo estava concorrendo também. Enquanto estávamos assistindo anunciaram os concorrentes da categoria “Melhor Ator”. Entre os concorrentes o rapaz citou meu nome e em seguida anunciou que eu havia ganho em primeiro lugar. Até hoje eu não consigo descrever a minha reação, fiquei muito surpreso. Esse foi meu primeiro prêmio. Em 2011, no Festival “Janeiro de Grandes Espetáculos”, onde participam somente as melhores peças do ano anterior, já sabíamos que seria uma competição e eu me dediquei muito porque o festival é uma porta de entrada pra outras oportunidades. Vinham curadores do mundo inteiro assistir sua peça e ver se ela se encaixa nos festivais deles. Fomos indicados a nove prêmios dos quais ganhamos seis e um deles foi o meu de “Melhor Ator Pernambucano” o que me deixou muito feliz. E em 2012, também no mesmo festival, trabalhei com um projeto de um grupo chamado “Nem Sempre Lila”, que foi meu primeiro trabalho como ator em um espetáculo infantil e ganhei como “Melhor Ator Coadjuvante”. Esse foi meu terceiro prêmio.

Você teve algum treinamento que te ajudou em especial no seu trabalho?
Sim. Um que eu fiz em São Paulo com Tadashi Endo, que era dançarino de “Butoh” e Carlos Simione que é do Lume, um grupo fundado para pesquisa da Unicamp. Simione é como referência no teatro físico. Várias pessoas de várias partes do mundo vão fazer esse curso que acontece anualmente. O curso se chamava “O Invisível e visível para o ator dançarino”. Foi um curso de dança e teatro físico. Uma dança diferente do balé, bem complexa. Passei um mês em SP e pretendo voltar para fazer mais cursos.

Qual conselho você daria para quem gostaria de seguir com teatro, como ator?
Primeiro comprometimento e responsabilidade. E no teatro a responsabilidade tem que ser dobrada. Porque as pessoas, de certa forma, pagam pra ver algo. Claro que a gente não pensa nessa perspectiva sempre, mas existe essa responsabilidade. Eu já fiz peça com febre, a base de Tylenol, peças que tinham muito desgaste físico, mas passar aquela arte para o público foi algo que eu me comprometi a fazer. É importante ir a um fonoaudiólogo, trabalhar articulação, trabalhar voz. É legal saber cantar ou tocar algum tipo de instrumento porque isso é um diferencial no meio de trabalho. Você tem que ser um ator pronto. Precisa saber dançar, cantar, fazer circo, malabares. Procurar saber a origem do teatro, desde a época grega até o contemporâneo, quem são os mestres de hoje em dia. Estudar e meter a cara nessas oficinas que existem por aí.

Seus pais sempre te apoiaram?
Muito. Meus pais sempre foram muito presentes na minha vida. Minha mãe no começo achou meio esquisito eu escolher interpretar, mas hoje ela me apoia muito. Meu pai me apoiou em absolutamente tudo. Se desdobrava pra me dar suporte. Eu acho que ele vê muito em mim o que ele queria pra ele. Ele é lindo. Tem o dom de ser da família. Meu pai me inspira pra viver e me inspira a ser como ele, um bom pai. Porque eu acho que a essência dele é essa.

Élida Tayne

domingo, 22 de abril de 2012

Uma Beatlemaníaca enrustida





Sou uma fã incondicional do rock n' roll desde que escutei na casa de um amigo-irmão, aos 10 anos de idade, mais ou menos, uma fita dos Guns n' Roses e descobri que havia alguma coisa mais pesada do que “Come Together” em termos de música pop.

Eu me tornei uma admiradora da guitarra elétrica, uma de minhas paixões. Não teria a mesma alegria na vida se não tivesse nunca ouvido, tentado dedilhar uma, palhetado e sentido a sensação de ter uma delas a tiracolo, gritando e cantando a luz e sombra tão peculiares de que só ela é capaz no mundo dos instrumentos musicais, ressalvado meu gosto e total vocação apenas pelo meu violão ‘Geraldo’.

Fico fora desta dimensão ouvindo Pink Floyd, Led Zeppelin, Guns, Iron Maiden, Los Hermanos, Black Sabbath, Stones, Ramones, Chuck Berry, Johnny Cash, Foo Fighters, Titãs, AC/DC, John Mayer e tantos outros que eu passaria mais dias aqui escrevendo.

Todos eles me fazem, quando escuto, pensar que essa é a minha maior razão de sentir, que o que eu sou e o que eu sinto se traduz muito na música, que esse é o meu maior lazer, meu maior prazer. Isso é uma das poucas coisas essenciais na minha vida, tocar e, sobretudo ouvir música. Sem isso, viver poderia até ser bom, mas não seria a mesma coisa.

Contudo, o que me abriu as portas para tudo isso não foi a educação musical rígida que eu tive em casa, não foi aos 8 anos ser informalmente educada pelos meus pais que graças a Deus gostavam de boas músicas. Foram aqueles álbuns dos Beatles que meu pai tinha e ouvia de vez em quando. Aqueles LP’s e fitas cassete que estavam ali, ele ouvia de vez em quando com mamãe, lembrando dos anos 60 deles, e que eu desde criança gostava tanto.

Foram John, Paul, George e Ringo, aqueles quatro caras que faziam um som tão variado e chocante que me chamaram a atenção para uma combinação no início tão simples, de guitarra, baixo, bateria e voz, que definiram minha verdadeira identidade musical. Foram aqueles acordes tão simples que me mostraram que música não precisa de refinamento, ela precisa é ser o que ela é, quem gostar vai sentir.

Durante vários anos eu nem me lembrei dos Beatles. Confesso. Estive ocupada explorando o rock e a música de modo geral sem me impor gostos, e curtindo muitas outras coisas, outros estilos. Deixei os Beatles na gaveta. Mas eles estavam ali.

E agora, eu que nem imaginava a possibilidade, ganhei meu ingresso pra ir ao show de Paul McCartney aqui em Recife. Turnê “ON THE RUN”... Hoje a noite! Ganhei de uma amiga, que de tão amiga, chamar SÓ de amiga já parece até ser sacanagem.  E a emoção está sendo a mesma daquela garotinha que ouvia aqueles ingleses e ficava se perguntando se um dia iria ter a sensação de ver de perto aquele grupo que já tinha se dissolvido quando ela se entendeu por gente. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

INERTE





Os anos passaram e eu ainda ouço as pessoas dizerem pra mim o que eu devo/não devo fazer. Passei a me questionar se eu realmente não aprendia a lição já que tantas pessoas me disseram o mesmo antes e cheguei a conclusão que, com o pesar dos anos a única pessoa que não largou da minha mão em nenhum momento fui eu mesma. Só eu sei o quanto eu aprendi nesse tempo, só eu sei das coisas que eu deixei pra trás pra estar hoje aqui onde eu estou. Fiz escolhas, perdi muitas coisas, muitas pessoas...

Não vou me permitir abalar por um julgamento leviano, acusações falsas.

Não tenho muito a oferecer, é verdade. Na verdade eu tenho MUITO a oferecer. O que eu não tenho é dinheiro! Não tenho carro, nem posso ir sempre pra restaurantes caros ou noitadas onerosas... Mas quem sabe (pelo menos um pouco) de mim, sabe que pôde contar com minha amizade quando mais precisou. Sabe que eu estive lá e que até deixei de resolver coisas minhas pra poder estar presente com meu abraço, minhas palavras.

Hoje eu fiz esse balanço e constatei que talvez tenha escolhido pessoas erradas pra confiar meu lado vulnerável. Porque amigos não precisam ter cerimônia um com o outro, amigos não jogam na cara do outro o favor que lhe foi prestado, amigos não falam dos outros pelas costas e amigos não acusam sem ter conhecimento do que esteja havendo.

Meu coração pode até estar com um pouco de rancor, mas a finalidade desse texto é fazer com que todos vocês, que eu chamo de amigos, parem e pesem os valores da vida. Porque tem coisas que eu também não posso fazer por vocês. Não sejam tão inertes quanto eu.

Amo todos vocês. SEM DEMAGOGIA.
Um beijo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

o nome disso é carinho.



Você é sentimento a flor da pele.
É explosão de alegria numa balada perdida pela chuva...
É choro no meio do bloco de carnaval passando.

Você é ritmo, poesia, amor e humor.
Com pitadas de ira e estupidez.
As vezes passa do ponto, mas sabe o ponto.

É nesse ponto que o amargo se confunde com o doce.
Aí eu já nem sei mais.
Eu nunca fui boa com sabores...
Você é muito melhor que eu.
E pra que não seja sempre assim tão ácido, não sejamos nós, sejamos laços: desses que se atam e desatam com delicadeza.

Eu sei que você deixa o seu coração abraçar o que eu digo enquanto afago teus cabelos.
O nome disso é carinho.

E mesmo que nada possa ser eterno, eu sei que vou seguir te amando, pelo menos pelos próximos 99 invernos...
...Porque você é parte solidificada de mim.
É angustia, dor, romance, tédio, riso, lágrima, grito e silêncio.
Tudo isso em tons bem definidos, sem meios-termos.

Eu só escrevo por não saber o que fazer com as mãos quando o nosso abraço termina, amiga!

terça-feira, 20 de julho de 2010

um dia depois de me "soltar"...



Namoros vem e vão.

O que fica são solicitações a sua pseudo-consciência, que ainda frágil, pede ajuda.
Porque uma parte do meu coração continua presa e a outra clama pelo mundo afora.

Eu queria um cara que me fizesse sentir inteiramente largada, preguiçosamente largada aos seus cuidados.
Alguém que, melhor do que eu, cuidasse da minha alimentação, da minha saúde, do meu sono, do meu coração, do meu quarto...
Queria uma relação que me deixasse segura pela forma como ELE conduzisse as coisas... (sim, ele podia conduzir). Queria a parte tranqüila e madura de mim que eu não conheceria se não vivesse com essa pessoa.

"Não era para ser nada, Não era para dar em nada... Mas mudou a minha vida, a minha alma".
- Isso é devaneio!

Eu queria surpresas diárias e descobrir que não teve um só dia em que ele fez algo que não fosse para o nosso bem, porque ele tem um cuidado com tudo e, sobretudo, comigo, que me faz acreditar que ele não exista.

Se eu penso que poderei ter problemas no futuro, lá vem ele e me convence de que tudo está e sempre estará bem.
Se eu penso em você, você me liga...
Se eu penso em saudade, ele liga e diz:
"Estou aqui na porta te esperando..."
Se eu fico doente, nem comento...
Se eu choro, ele fala uma bobagem e eu termino chorando de tanto gargalhar...
Queria alguém que soubesse do que eu preciso quando nem eu sei o que tenho ou o que me falta.

Você faz falta mesmo estando comigo diariamente. É uma dessas pessoas que mesmo no abraço e na presença deixa uma saudade... Mas uma saudade que consola.

Consegue me ouvir?
Alguém gritou meu nome ou fui eu que quis escutar?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

tédio


a história toda começou com o comentário de uma amiga minha:
"o tédio é a maconha do pobre".
em partes estive a analisar tal fato e constatei que em muito é verdade.
não foi difícil chegar a tal concluão depois de ter me pego na situação de "procurar o que fazer" pra não ter que ligar pra aquele menino que não saia da minha cabeça.

limpei a casa, lavei as roupas (que já estavam limpas), organizei meu quarto de um jeito diferente, fiz uma hidratação no meu cabelo, chequei a caixa de entrada de e-mails, o orkut, twitter, etc.
quando nada mais me restava a fazer veio aquele stress, mal humor... digno de TPM, mas não era.
lembrei da minha amiga falando da maconha do pobre e não sei o quê lá...
então eu pensei: vou fumar um cigarro! (industrializado)

 
a fumaça me dopava...
eu brincava com os formatos em que ela se transformava.
de repente me dei conta que eu estava a procura de equilíbrio mental.
e como é difícil fazer isso quando você se sente só.
você começa a recaptular um monte de coisas da sua vida.
pensa nas escolhas que vc fez (no meu caso sou até feliz)...
é ESTRANHO porque muita coisa é ESTRANHA sem que você "queira".

você as vezes tem que fazer o que aparentemente é errado, pra conseguir o que quer.
exemplo: você se apaixona e se vê tendo que não dizer isso pra pessoa, pra ela não se afastar.
(considerando o detalhe que essa pessoa já é seu namorado (a).)
doido, né? mas verídico.
nem todo mundo é romantico.
nós, mulheres, é que temos mania de romantizar tudo.
temos a maldita mania de deitar no colo deles depois do sexo.
temos a maldita mania de pensar que ele tá te achando linda, quando você o pega olhando pra você.
(descartando absolutamente a hipótese de você só estar com uma meleca no nariz ou com o dente sujo de alface, quem sabe).

vai além do que se possa entender.
então parar pra tentar desvendar tais "mistérios' é perca total de tempo.
o tédio, que antes enchia o saco, agora tem um elo com "ele".
como se ele fosse tudo.
melhor parar e tentar dormir um pouco.
amanhã ainda é terça-feira.

 
foto: bruno medina.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

sinônimos



De que adianta encontrar na vida amores que passam.
Bom é amor de amigas.
Irmãs de coração.
Filha do mar.
Filha do sol.
Os astros nos uniram
E a vida fez de nós duas sinônimos:
Iguaizinhas!
Irmãs do tempo e do vento.
Amigas na distancia
Pois nem ela é capaz de tirar proveito.
Irmã de alma,
Sempre estará presa,
Cravada
Em meu peito.

- filhas da terra! e assim iremos caminhar pelos mares mais revoltos, eu, enchendo nossas bóias e você segurando os remos... ou vice-versa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

(L)

Foto por Sika Ishizuka

É divertido ver que quando se ama, todas essas frases feitas se encaixam perfeitamente. Parece um daqueles códigos que o mundo inventou e só você não sabe. O amor é tão infinito e vazio que você se perde quando não tem um ponto fixo para o olho, mas também é a articulação de tudo o que você tem de cômodo e monótono.

sexta-feira, 19 de março de 2010

You can fly...


"- Atenção ouvintes da rádio Mirante FM: 98,1 MHz!
A próxima canção vai para Paulo Kyd, Dewis Caldas e Marquinhos no centro da cidade.
Eles pediram "Michelle", de Beatles... E agora está no ar pra vocêêêês!"

Eu chego a ouvir as vinhetas daquele programa de rádio até hoje. E as canções marcaram meu juízo como tinta permanente. Quatro anos se passam e veja só que surpresa: estamos adultos!
Alegria maior é relembrar tudo isso e constatar quão intensa é essa amizade.

Ríamos do acaso... Algum “laço cortado”?
- Nenhum, meu caro... Nenhum!
Estamos firmes, fortes e seguros. Isso é o que importa.


...Mas sinto saudades do amigo.
Amor.

 
Foto: Paulo Gerebera Kyd

Mas por quê?

As vezes passar uma tarde pensando na vida parece perda de tempo...
... aí você percebe que perda de tempo é não ter parado pra pensar antes.
Você reflete e passa a ‘escarrar’ dezenas de perguntas...
Como se isso fosse resolver.

Porque abrir mão de algo que você quer muito dói?
Porque falar de amor é tão confuso?
E as coisas se complicam tanto assim por quê?
Aí você pára, olha pra um lado, olha pro outro...
- Nada!

Afinal, onde diabos foram parar todas as cores do semestre passado?
Porque tudo em escalas de cinza agora?
Parei e fiquei a pensar...
Sabe a que conclusão cheguei?
- Nenhuma!

Acabei por virar vítima de tantas indagações.
Melhor fechar o olho e dormir um pouco...
- Muito melhor!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Convicto



Se a memória não me falha eu bem me lembro de estar convicta de ter sido muito feliz. Você participou fazendo sua parte na minha vida, nos meus planos, nos meus sonhos...
Foi lindo ter visto tantos novos mares e horizontes ao seu lado.
Eu te amei com toda a força deste humilde ser. E esse amor era cru, novo, intenso e verdadeiro... Hoje tu te afastas, me bate na cara e me joga fora... Feito coisa descartável.
Feito rima barata você ousou me chamar de FLOR, me falar de AMOR e terminar essa rima clichê com DOR.
Eu sei que não tem mais sentido e que o melhor é também me afastar, te esquecer. Eu bem sei. Então vim derramar minhas (espero eu) últimas lágrimas em prol deste verso. E dizer que os dias só foram lindos mesmo porque boa parte deles eu acordei do teu lado e porque o seu sorriso me servia de anestésico... me dopava!
Embora esse coração bandido finja fugir dessas lembranças, ele fica batendo no compasso dessa história toda de não conseguir te esquecer. (E com o rosto salgado eu confesso: sei que essas não serão as últimas lágrimas).
Só agora eu vi: não dava mais pra tentar te convencer a não partir. Eu perdi o teu contato, o teu toque, o teu cheiro, os teus gestos e o teu sorriso (meu grande troféu).
Logo você... Tão convicto de tudo. Podia me passar essa convicção ou então comprar uma espécie de ‘convictor’ que me trouxesse de volta a sanidade. Algo que também me fizesse voltar a acreditar, como há tempos atrás, quando citei a ‘convicção de uma tal felicidade’.
Mas você me deixa solta, livre... Ora, pare com isso! Não faça! Eu posso ir pra sempre. Eu tenho que ir pra sempre, já que não me queres mais. O que me desagrada em ti é esse desapego, esses olhos secos de onde não minam uma lágrima sequer.
Já te fiz versos, te dei meu amor ‘cheio de defeitos’, fiz rimas ridículas, canções mais ridículas ainda a ponto de não saírem do papel... E a falha ficou naquele erro do passado, mal traçado... no ano passado. São só algumas recordações. Aquilo foi o começo do fim. E eu tentei ignorar esse fim até o fim... Hoje nem eu posso mais.
Tu me remetes a fazer viagens das quais eu não quero... Viagens no meu subconsciente.
E a lembrança que me vem é de você convicto, sem meu “convictor”... Com’victo’r... Com Victor... E lá vou eu me perdendo novamente com meus trocadilhos.
*Trocando meu olhar com o seu, que não se perde do meu, nem com a força e a ira de mil amores desfeitos, és na tua infinita incandescência o que me iluminava, hoje sem ti sou treva, sou Eva sem Adão, perdida na imensidão que é o meu coração desde o dia em que dissestes apenas, NÃO.

Por Élida Tayne
*Trecho de Rayza Santiago

Os Homens – segundo Oprah Winfrey



"Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe!
Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar!
Pare de dar desculpas, de arranjar justificativas para um homem e seu comportamento!
Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.
Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer!
Mais devagar é melhor! Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre o que realmente te faz feliz!
Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, foda-se!
Mande pro inferno, esquece! – vocês não podem "ser amigos".
Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo! Então, não continue a relação porque você acha que "ela vai melhorar”.
Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.
A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma.
Nunca deixe um homem saber de tudo. Mais tarde ele usará isso contra você!
Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você.
Nunca deixe um homem definir quem você é.
Coloque limites no modo como ele te trata. Se algo te irritar, faça um escândalo!
Um homem vai te tratar do jeito que você permitir que ele te trate!
Nunca pegue o homem de alguém emprestado...
Se ele traiu alguém com você, ele te trairá!
Você não deve ser a única a fazer tudo.
Compromisso é uma via de mão dupla!!
Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.
Uma relação consiste de dois indivíduos completos!
Procure alguém que irá te complementar, não suplementar.
Faça-o sentir falta de você algumas vezes...
Quando um homem sempre sabe que você está lá, e que você está sempre disponível para ele - ele “se acha”...
Dizem que se gasta um minuto para encontrar alguém especial, uma hora para apreciar esse alguém, um dia para amá-lo e uma vida inteira para esquecê-lo.
O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.
Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa!
Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único!
Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções. Faça a escolha certa!

Cuide bem do seu coração!

domingo, 14 de março de 2010

Andy Vidal x Lily Allen






E como se parecem! rs
Enfim... Amo as duas! ♥

É só uma foto...



... Queria dividir com vocês!

terça-feira, 9 de março de 2010

Sonhando



Se passo o dia, paro e escuto o vento e ainda não posso entender...
Como o improvável insiste em acontecer?
Se ando sempre no mesmo caminho e ainda me encontro com alguém e vejo que não estou sozinho, eu sei.
Se passa o dia, o tempo e conto as horas, e eu sem perceber que estou parado vendo o seu retrato, e não vou mais te ver.
E vou tentando aceitar.
As vezes fujo, corro de mim mesmo, canso e me esqueço de lutar.
Sabendo que não posso ser tão tolo assim, quando me vejo já estou cantando.
Solto minha voz e desabafo enfim...
Se o telefone toca, eu já sei mesmo que não é você.
Se tudo que um dia me falou, eu vejo agora acontecer.
Se a saudade aperta e eu não tenho nada a fazer senão apenas chorar.
Não vou mais querer explicar, eu já sei
Alguém me soprou e falou tudo sobre você...
Que ainda eu vou te ver.
Eu quero deitar e sonhar outra vez.
Tocar, te ouvir, te sentir e poder te dizer, como eu amo você.
Tocar o meu violão e te ver me pedindo pra viver...

[Por: Anderson Richards]

sexta-feira, 5 de março de 2010

Arcanjo



"Parece até engraçado porque eu nem te uso, aí vem você, me olha e diz:
- Que cara é essa de abuso?
É perturbador porque as vezes não te vejo, mas de longe sinto pulsar esse desejo.

Desejo de matar a saudade daquela barba por fazer, meio que sem querer...
Desejo de ouvir mais uma vez você implicar com meu jeito de falar, dançar, trabalhar, estudar... Até de respirar!

Aí eu canso.
Sério: eu canso!
Depois descanso, claro.

Ora, você é um "marmanjo com nome de Arcanjo".
Eu sei que em matéria de amor eu não esbanjo, mas me arranjo.
...Outras vezes desarranjo.

Pego meu violão, te olho e me apaixono mil vezes...
Perdi as contas de quantas vezes me apaixonei por vc este ano.
Ironia do destino porque como dizia mamãe: não foi ‘cicrano’, nem ‘beltrano’...
Quem me ganhou foi um pernambucano.
...O dono de um coração maior que o oceano.

Eu sei que eu reclamo...
Mas o que eu quero que saiba é que no fundo, no fundo eu te amo.
Desinflamo.

Falo de coisas que manjo porque era assim que eu me sentia:
em paz e segura nos braços daquele anjo com nome de Arcanjo."

Élida Tayne

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Todas as Cartas de Amor são Ridículas



Todas as cartas de amor são Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, como as outras: Ridículas.
As cartas de amor (se há amor) tem de ser Ridículas.
Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de Amor é que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje as minhas memórias nessas cartas de amor é que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos, são naturalmente Ridículas.)

De: Álvaro de Campos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"A Lei de Murphy Para Os Homens"



Depois de 5 meses sem postar nada, tô voltando pra falar de uma lista de itens da Lei de Murphy sobre os homens que eu li há um tempo atrás e ri bastante:



1 - Os homens simpáticos são feios.

2 - Os homens bonitos não são simpáticos.

3 - Os homens bonitos e simpáticos são gays.

4 - Os homens bonitos, simpáticos e heterossexuais estão casados.

5 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais e que não estão casados, não têm dinheiro.

6 - Os homens que não são lá muito bonitos, mas são simpáticos, heterossexuais, não estão casados, mas têm dinheiro, pensam que andamos atrás deles pelo dinheiro.

7 - Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais, mas sem dinheiro, andam atrás do dinheiro da mulher.

8 - Os homens bonitos que não são lá muito simpáticos, mas são heterossexuais e não ligam para o dinheiro, acham que a mulher não é suficientemente bonita.

9- Os homens bonitos, simpáticos, heterossexuais, não casados, com dinheiro e que acham que somos lindas, são covardes.

10 - Os homens ligeiramente bonitos, algo simpáticos, não casados, com algum dinheiro e, graças a Deus, heterossexuais, que nos acham lindas, são tímidos e nunca dão o primeiro passo.


Aí a gente pergunta: será que não há homens só um "tiquinho" perfeitos? Acreditem... Ninguém é! Mas no texto que li, a pessoa que escreveu concluiu assim:
"Diante de tais leis, podemos concluir que os homens são como vinho: começam como uvas e é dever das mulheres pisá-los e mantê-los no escuro durante longos anos até se tornarem algo que vale a pena apresentar ao jantar."
Interessante... rs

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Como é isso?


Tô com uma pulga atrás da orelha e queria a ajuda dos comparsas de blog e similares pra sanar esta dúvida que me atormenta o espírito. rs... Mallu Magalhães vai gravar uma música dita inédita de Paul McCartney pra compilação Beatles 69, que reúne alguns bambas da música da cena nacional (e também os joinvilenses do Reino Fungi) regravando músicas que o Fab Four compuseram no ano que viu o lançamento do Abbey Road.

Pois então, essa “How d'You Do” é praticamente homônima de “How Do You Do it”, canção da banda Gerry and the Peacemakers que foi hit em 1963. Os Beatles regravaram a música (a versão está aí embaixo), mas nunca chegaram a lançá-la, sendo que ela só apareceu em 95, no Anthology 1. É uma completa idiotice perguntar se se trata da mesma faixa?

http://www.youtube.com/watch?v=fY5x7nQ4_UY


Marcelo Camelo se despede de turnê com show no Recife


Apesar de não lotar o teatro Guararapes, o ex-Hermano agradou o público que cantou do início ao fim do show


Camiseta simples, calça jeans e sandália rasteira. Foi desse jeito despojado que o ex- Los Hermanos, Marcelo Camelo, se apresentou no teatro Guararapes, na noite de 29 (sábado) para encerramento da turnê "Sou", que já estava na estrada há onze meses, desde a estreia, também aqui no Recife, no festival No Ar Coquetel Molotov de 2008. O público não lotou o teatro, mas quem esteve presente não parou de cantar um só minutos as canções do primeiro CD da carreira solo do artista.

No palco sem cenário, apenas acompanhado pela banda paulista Hurtmold, Camelo inicia o show com as músicas – Saudade, Téo e a Gaivota, e Tudo Passa – todas do disco solo. O cantor e compositor provocou uma mistura de euforia e caos na plateia que sabia todas as letras.

Camelo interrompe o show para cumprimentar o público e apresentar a banda formada por Fernando Cappi (guitarra), Marinho (guitarra), Guilherme Granado (vibrafone e teclados), Marcos Gerez (baixo), Maurício Takara (bateria), Rogério Martins (percussão) e ainda o trompetista norte-americano Rob Mazurek.

Espetáculo à parte, a banda Hurtmold conseguiu abrilhantar as letras de Camelo, imprimindo arranjos sofisticados entre cordas e metais. Os acordes de guitarra e o som delicado da Lira se entrelaçam em perfeita harmonia nas composições “Liberdade” e “Menina Bordada”.

Camelo relembra que a parceria com os músicos começou há três anos. “Fizemos um show dos Los Hermanos no canecão, em 2006. Uma das bandas que abriu a apresentação foi a Hurtmold. Adorei o som dos caras. Quando surgiu, agora, a oportunidade de convidar um grupo para tocar comigo, não pensei em outra opção”, explica o cantor.

Para sair um pouco do clima introspectivo das primeiras canções, Camelo continua a apresentação com duas de suas composições mais animadas – “Menina Bordada” e “Mais Tarde”- deixando o público super agitado.

É chegada a hora do banquinho e do violão. Sob um feixe de luz, Camelo fica sozinho no palco para cantar “Janta”, música gravada em dueto com Mallu Magalhães. “Ofereço essa música à Malu que faz aniversário hoje”, lembra o cantor.

A plateia entra no clima romântico e segue em coro bem afinado. Ainda no clima, em “Doce Solidão”, aberta com um assobio, Camelo canta de forma quase preguiçosa, por vezes quase sussurrando.

Sempre econômico nas palavras, o músico não poupou comentários durante a apresentação. "Vocês sempre me recebem de forma intensa. É uma grande alegria cantar nesta cidade". Além das composições do novo CD, Camelo relembrou a época do Los Hermanos com as músicas “Pois é” e “Morena”, todas cantaroladas com fervor pelos fãs com seus arranjos diferentes. Sòu representa a diversidade a que Camelo se propõe desde o início da carreira. O CD tem grandes solos de guitarra, capaz de unir levadas indies e canções praianas, rock alternativo e samba.

No encerramento do show, duas músicas que ainda não haviam sido cantadas. “Despedida” e a marchinha de carnaval – “Copacabana” – letra que fala do Bairro Peixoto, no Rio de Janeiro, onde Camelo morou com a família. O Teatro Guararapes vira um verdadeiro baile de carnaval das épocas antigas. Empolgadíssima, a platéia se amontoa na frente do palco pra acompanhar Camelo e a banda. Nada mais convidativo para os recifenses do que terminar o show com o ritmo da festa mais popular do Estado.

FUTURO
Camelo é o tipo de artista que não faz planos, nem muito menos se prende a planejar a vida. Quando perguntado sobre os próximos projetos, o cantor tenta desconversar, mas acaba adiantando algumas novidades.

O músico agora vai se dedicar à produção do DVD da turnê. E o mais interessante é que toda a captação de imagem vem sendo feita, nos últimos meses, pela própria equipe de Camelo. “Nós compramos uma câmera e estamos filmando de forma quase amadora. A intenção é mostrar o show por todos os ângulos de forma menos maquiada”, revela. A previsão é de que o DVD chegue às lojas no final do segundo semestre deste ano. Camelo começará também a produção do segundo CD solo. Quanto a adiantar o perfil do próximo trabalho, ele resume “ainda estamos no início”.

Vamos esperar!