terça-feira, 20 de julho de 2010

um dia depois de me "soltar"...



Namoros vem e vão.

O que fica são solicitações a sua pseudo-consciência, que ainda frágil, pede ajuda.
Porque uma parte do meu coração continua presa e a outra clama pelo mundo afora.

Eu queria um cara que me fizesse sentir inteiramente largada, preguiçosamente largada aos seus cuidados.
Alguém que, melhor do que eu, cuidasse da minha alimentação, da minha saúde, do meu sono, do meu coração, do meu quarto...
Queria uma relação que me deixasse segura pela forma como ELE conduzisse as coisas... (sim, ele podia conduzir). Queria a parte tranqüila e madura de mim que eu não conheceria se não vivesse com essa pessoa.

"Não era para ser nada, Não era para dar em nada... Mas mudou a minha vida, a minha alma".
- Isso é devaneio!

Eu queria surpresas diárias e descobrir que não teve um só dia em que ele fez algo que não fosse para o nosso bem, porque ele tem um cuidado com tudo e, sobretudo, comigo, que me faz acreditar que ele não exista.

Se eu penso que poderei ter problemas no futuro, lá vem ele e me convence de que tudo está e sempre estará bem.
Se eu penso em você, você me liga...
Se eu penso em saudade, ele liga e diz:
"Estou aqui na porta te esperando..."
Se eu fico doente, nem comento...
Se eu choro, ele fala uma bobagem e eu termino chorando de tanto gargalhar...
Queria alguém que soubesse do que eu preciso quando nem eu sei o que tenho ou o que me falta.

Você faz falta mesmo estando comigo diariamente. É uma dessas pessoas que mesmo no abraço e na presença deixa uma saudade... Mas uma saudade que consola.

Consegue me ouvir?
Alguém gritou meu nome ou fui eu que quis escutar?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

tédio


a história toda começou com o comentário de uma amiga minha:
"o tédio é a maconha do pobre".
em partes estive a analisar tal fato e constatei que em muito é verdade.
não foi difícil chegar a tal concluão depois de ter me pego na situação de "procurar o que fazer" pra não ter que ligar pra aquele menino que não saia da minha cabeça.

limpei a casa, lavei as roupas (que já estavam limpas), organizei meu quarto de um jeito diferente, fiz uma hidratação no meu cabelo, chequei a caixa de entrada de e-mails, o orkut, twitter, etc.
quando nada mais me restava a fazer veio aquele stress, mal humor... digno de TPM, mas não era.
lembrei da minha amiga falando da maconha do pobre e não sei o quê lá...
então eu pensei: vou fumar um cigarro! (industrializado)

 
a fumaça me dopava...
eu brincava com os formatos em que ela se transformava.
de repente me dei conta que eu estava a procura de equilíbrio mental.
e como é difícil fazer isso quando você se sente só.
você começa a recaptular um monte de coisas da sua vida.
pensa nas escolhas que vc fez (no meu caso sou até feliz)...
é ESTRANHO porque muita coisa é ESTRANHA sem que você "queira".

você as vezes tem que fazer o que aparentemente é errado, pra conseguir o que quer.
exemplo: você se apaixona e se vê tendo que não dizer isso pra pessoa, pra ela não se afastar.
(considerando o detalhe que essa pessoa já é seu namorado (a).)
doido, né? mas verídico.
nem todo mundo é romantico.
nós, mulheres, é que temos mania de romantizar tudo.
temos a maldita mania de deitar no colo deles depois do sexo.
temos a maldita mania de pensar que ele tá te achando linda, quando você o pega olhando pra você.
(descartando absolutamente a hipótese de você só estar com uma meleca no nariz ou com o dente sujo de alface, quem sabe).

vai além do que se possa entender.
então parar pra tentar desvendar tais "mistérios' é perca total de tempo.
o tédio, que antes enchia o saco, agora tem um elo com "ele".
como se ele fosse tudo.
melhor parar e tentar dormir um pouco.
amanhã ainda é terça-feira.

 
foto: bruno medina.